Em minha jornada na luta
contra a depressão, tenho aprendido que comparar minha dor com a de
outra pessoa não faz com que a dor que eu sinta seja menor.
É algo sobre o qual não podemos ter controle.
Pensar no sofrimento dos refugiados, dos sem-teto e dos famintos não ameniza o nosso sofrimento. E isso não é ingratidão. Muitos, erroneamente, vão pensar que sim. Vão pensar que é frescura, que é coisa de gente dramática.
Ninguém se preocupa em procurar as lacunas das quais essa doença silenciosamente traiçoeira se aproveitou para entrar. Ninguém quer saber o gatilho que despertou a tempestade que se formou dentro de mim. Ninguém quer conhecer a morada do inimigo que vive à espreita, envenenando dia após dia minha mente, transformando cada certeza em dúvida cruel, cada lembrança em tortura, cada sorriso em lágrima, e cada livramento em perda.
Um inimigo que ocupou o lugar da minha lucidez. Ela foi tirada de sua confortável poltrona, e colocada à prova diante de um fino fio de corda bamba, enquanto ele, sentado sem nenhuma compostura, a obrigava a dar passos cada vez mais perigosos rumo ao abismo.
Mas a verdade é que ninguém sabe o que é estar na sua pele. Ninguém sabe o que se passa na sua cabeça, nem o que você precisa enfrentar para acordar todos os dias, seja pra agradecer pela sua vida ou implorar pra que ela seja ceifada, pondo fim a todo aquele sofrimento.
Há dias que nos sentimos invencíveis, inquebráveis e destemidos. Há dias que um simples sopro nos derruba em cima da cama, e não há força no mundo, interna ou externa, capaz de nos fazer levantar. Por fora, a letargia se faz presente, mas por dentro, há uma batalha épica entre nossos desejos e necessidades, entre os pensamentos suicidas e as batidas do coração que pulsam em nossos ouvidos, nos lembrando que ainda estamos vivos.
A depressão não enfraquece apenas a sua mente. Ela enfraquece sua alma, seu espírito. Transforma suas finas vestes em panos de saco. Ela te curva de um jeito tão perigoso, que um único ponto de pressão, por mais leve que seja, parte você em pedaços impossíveis de serem recuperados ou encaixados.
Por isso, é preciso considerar as lutas diárias contra ela como vitórias: estamos fracos o bastante para nos cuvarmos, mas fortes o suficiente por ainda estarmos inteiros.
É algo sobre o qual não podemos ter controle.
Pensar no sofrimento dos refugiados, dos sem-teto e dos famintos não ameniza o nosso sofrimento. E isso não é ingratidão. Muitos, erroneamente, vão pensar que sim. Vão pensar que é frescura, que é coisa de gente dramática.
Ninguém se preocupa em procurar as lacunas das quais essa doença silenciosamente traiçoeira se aproveitou para entrar. Ninguém quer saber o gatilho que despertou a tempestade que se formou dentro de mim. Ninguém quer conhecer a morada do inimigo que vive à espreita, envenenando dia após dia minha mente, transformando cada certeza em dúvida cruel, cada lembrança em tortura, cada sorriso em lágrima, e cada livramento em perda.
Um inimigo que ocupou o lugar da minha lucidez. Ela foi tirada de sua confortável poltrona, e colocada à prova diante de um fino fio de corda bamba, enquanto ele, sentado sem nenhuma compostura, a obrigava a dar passos cada vez mais perigosos rumo ao abismo.
Mas a verdade é que ninguém sabe o que é estar na sua pele. Ninguém sabe o que se passa na sua cabeça, nem o que você precisa enfrentar para acordar todos os dias, seja pra agradecer pela sua vida ou implorar pra que ela seja ceifada, pondo fim a todo aquele sofrimento.
Há dias que nos sentimos invencíveis, inquebráveis e destemidos. Há dias que um simples sopro nos derruba em cima da cama, e não há força no mundo, interna ou externa, capaz de nos fazer levantar. Por fora, a letargia se faz presente, mas por dentro, há uma batalha épica entre nossos desejos e necessidades, entre os pensamentos suicidas e as batidas do coração que pulsam em nossos ouvidos, nos lembrando que ainda estamos vivos.
A depressão não enfraquece apenas a sua mente. Ela enfraquece sua alma, seu espírito. Transforma suas finas vestes em panos de saco. Ela te curva de um jeito tão perigoso, que um único ponto de pressão, por mais leve que seja, parte você em pedaços impossíveis de serem recuperados ou encaixados.
Por isso, é preciso considerar as lutas diárias contra ela como vitórias: estamos fracos o bastante para nos cuvarmos, mas fortes o suficiente por ainda estarmos inteiros.