2016 pode ser descrito como o pior
ano da minha vida. Saí apenas para minhas sessões de terapia semanais.
Fora isso, não tive vontade nenhuma nem de viver. Eu não poderia trabalhar
por causa dos remédios controlados e também pelas inconstâncias
em meu estado de humor.
Minha mãe e meu padrasto lidaram com tudo sozinhos, se desdobrando entre pagar as contas e arcar com as despesas do meu tratamento.
Mas o homem que causou todo o meu sofrimento, que quebrou minha confiança, dignidade e vontade de viver, não queria assumir. No começo, ele cumpria com o que foi combinado, e depois, me apunhalou pelas costas. Cortou minha ajuda pela metade justificando que estava sustentando minha mãe e meu padrasto. Mas quando essa narrativa mentirosa caiu por terra, ele disse não tinha mais dinheiro.
Ele não liga para saber do meu estado. Não pergunta se minha mãe e meu padrasto precisam de ajuda. Sempre se esquiva de tudo o que diz respeito a mim.
Disse que queria ser feliz, que finalmente tinha a vida que queria, longe dos problemas.
Minha mãe e meu padrasto lidaram com tudo sozinhos, se desdobrando entre pagar as contas e arcar com as despesas do meu tratamento.
Mas o homem que causou todo o meu sofrimento, que quebrou minha confiança, dignidade e vontade de viver, não queria assumir. No começo, ele cumpria com o que foi combinado, e depois, me apunhalou pelas costas. Cortou minha ajuda pela metade justificando que estava sustentando minha mãe e meu padrasto. Mas quando essa narrativa mentirosa caiu por terra, ele disse não tinha mais dinheiro.
Ele não liga para saber do meu estado. Não pergunta se minha mãe e meu padrasto precisam de ajuda. Sempre se esquiva de tudo o que diz respeito a mim.
Disse que queria ser feliz, que finalmente tinha a vida que queria, longe dos problemas.
Enquanto estou na casa da minha mãe, triste, magoada e desprezada por um homem que eu amava com todo o meu coração, ele está vivendo sua vida como se fosse a última vez… Sem mim, o grande problema do qual ele se livrou.
É triste saber que ele está feliz às custas do meu sofrimento. Me doi vê-lo dando o amor, o carinho e a atenção que deveriam ser meus, para filhos que sequer são dele. É revoltante ver que, enquanto ele "curte" a vida, meu irmão está, às vezes, dependendo da ajuda de amigos e parentes para ter comida, ficando no escuro porque meu pai deixou contas atrasadas.
O homem que um dia foi nosso herói, foi embora e nos deixou uma casa caindo aos pedaços. Uma casa que ele diz que sempre quis arrumar, mas que nunca fez isso por nós, para colocar outra mulher e sua "nova e feliz família".
Esse homem, que era nosso pai, nosso exemplo, quer apagar seus filhos biológicos e "problemáticos", como se nunca tivéssemos existido.



